sexta-feira, 22 de julho de 2011
Reflexão rápida acerca dos crimes de transito
domingo, 3 de julho de 2011
“Forró eletrônico”, ou seria ‘forró pornofônico’?
A pornografia na TV tem indicação exibida na abertura dos programas. A pornofonia nas rádios, que também são concessões públicas, inexiste.
Em tempos de festas juninas me veio à mente a seguinte constatação e questionamento: A apologia à promiscuidade é mote preferencial do “forró eletrônico”, ou seria ‘forró pornofônico’? Enfim, essas ondas sonoras reduzem as mulheres ao estado de coisa, meros regalos sexuais dos machos, cavidades animadas para deposição de sêmen, semoventes de ancas largas ou demais atributos deveras animalescos. Aos homens é relegado o papel de ogros sedentos por sexo, desprovidos de qualquer respeito para com as mulheres, suas escravas sexuais.
Essas tentativas de letras, ou melhor, versos onomatopéicos, verdadeiros relinchos tribais naturaliza a violência contra as mulheres e legitima o comportamento machista de ambos os gêneros. Fomenta a perpetuação da existência medíocre de machos agressivos e de fêmeas submissas, destituídos de inteligência, alienados e incapazes de perceber a dimensão cognoscível da música, pois se encontram arraigados a sua vertente puramente hormonal.
O prognóstico comportamental não é nada animador, geração de ninfomaníacos, hedonistas uni facetados, e o pior, iludidos pelo pseudo fundamento da liberdade de escolha. Mas,... ele dorme lá em cima “na casa das primas, na casa das primas” e ela dorme lá embaixo “na casa dos machos, na casa dos machos”...