sexta-feira, 22 de julho de 2011
Reflexão rápida acerca dos crimes de transito
domingo, 3 de julho de 2011
“Forró eletrônico”, ou seria ‘forró pornofônico’?
A pornografia na TV tem indicação exibida na abertura dos programas. A pornofonia nas rádios, que também são concessões públicas, inexiste.
Em tempos de festas juninas me veio à mente a seguinte constatação e questionamento: A apologia à promiscuidade é mote preferencial do “forró eletrônico”, ou seria ‘forró pornofônico’? Enfim, essas ondas sonoras reduzem as mulheres ao estado de coisa, meros regalos sexuais dos machos, cavidades animadas para deposição de sêmen, semoventes de ancas largas ou demais atributos deveras animalescos. Aos homens é relegado o papel de ogros sedentos por sexo, desprovidos de qualquer respeito para com as mulheres, suas escravas sexuais.
Essas tentativas de letras, ou melhor, versos onomatopéicos, verdadeiros relinchos tribais naturaliza a violência contra as mulheres e legitima o comportamento machista de ambos os gêneros. Fomenta a perpetuação da existência medíocre de machos agressivos e de fêmeas submissas, destituídos de inteligência, alienados e incapazes de perceber a dimensão cognoscível da música, pois se encontram arraigados a sua vertente puramente hormonal.
O prognóstico comportamental não é nada animador, geração de ninfomaníacos, hedonistas uni facetados, e o pior, iludidos pelo pseudo fundamento da liberdade de escolha. Mas,... ele dorme lá em cima “na casa das primas, na casa das primas” e ela dorme lá embaixo “na casa dos machos, na casa dos machos”...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
EPIDEMIAS DE CRIMES NA PARAÍBA
Pensou-se que fosse surto, porém a epidemia de crimes que assola nossa Paraíba é extremamente preocupante. Minha Casa foi invadida dia 10/06/11 por dois bandidos violentos, armados de pistola e revolver. Eles mantiveram como reféns meu pai, mãe, irmão, avó, amigo, empregada e minha priminha de 6 aninhos de idade. Isso tudo ocorreu em plena luz do dia, por volta das 09h20min. Foram momentos horrendos envoltos em angustias, ameaças de mortes, intimidação com armas engatilhadas na cabeça, agressões físicas e humilhações. Dentre os bens materiais subtraídos foi-se o carro da minha irmã, a qual continuará trabalhando para pagá-lo. Dentre os imateriais, nossa tranqüilidade. Os criminosos desapareceram como fantasmas, mas o medo permanece indelével.
Em nossa pequenina Paraíba os índices de criminalidade crescem exponencialmente ao passo que as ações para resolvê-la são ínfimas (ou sigilosas). Não desconsidero as múltiplas dimensões de suas causas, contudo, ressalto que estamos sofrendo com seus efeitos e não sabemos mais a quem recorrer de fato, pois de direito, quem tem o dever constitucional não consegue cumpri-lo. Vejamos, segurança é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos conforme a Constituição Brasileira (art. 144). Estamos cumprindo nossas responsabilidades: elegendo governos e parlamentos que prometem resolver o problema; pagando os impostos; noticiando os crimes; prevenindo situações de risco; contratando segurança privada e nos trancafiando em nossas prisões domiciliares compulsórias. Entretanto, o aparato estatal se encontra impotente, sem resolutividade diante das demandas postas.
Lembro que o princípio da eficiência é pilar da administração pública também consagrado constitucionalmente (art. 37). Todavia, mais uma vez me entristeço em ter que admitir que o texto nada mais é do que mera folha de papel, devaneios republicanos, ópio democrático para entorpecer as mentes sonhadoras e ludibriar os eleitores alienados. Acredito que muitas pessoas, assim como a minha família, trabalham para uma Paraíba de Paz. Somos pacatos, ordeiros, pacientes, otimistas e por vezes muito tolerantes, mas não podemos ser omissos. Temos que expressar nossa insatisfação antes que sejamos calados para sempre pelos projéteis dos criminosos, disparados pela nossa inércia e pela ineficiência governamental
Aguardei até o final do mês para escrever estas linhas pois precisava de equilíbrio. Tive que superar a emoção deprimente das minhas lágrimas e das dos meus familiares para mergulhar na racionalidade gélida dos fatos. Se meus argumentos não foram suficientes para sensibilizar sua opinião, se acreditas que a afronta à nossa dignidade foi obra do acaso ou ocorrência pontual, aguarde, é triste, mas assim como na minha Casa a vez de sua família chegará. Desejo que nosso Senhor Jesus Cristo demonstre que estou errado. Amém.